O Passado é um bicho tramado.
Para começar é imortal, por muitas maneiras que se procurem para o tentar eliminar, sobrevive sempre. Aquela parte de conhecido ditado “não há mal que nunca acabe”, não pode ser aplicada ao Passado.
Claro que o truque é ir mudando (discretamente) de passeio sempre que percebemos que nos vamos cruzar com o Passado, mas bicho tinhoso como ele é, o mais provável é que na altura em atravessamos a estrada ele nos pregue uma rasteira para que fiquemos apalermados com o Passado a rir-se de nós.
Dizem que a única coisa que podemos fazer, é, quando estamos no Presente do que será o nosso Passado, reflectir um bocadinho nos disparates que iremos cometer – mas isso, reflectir, já só se faz depois das coisas Passadas, não é? Estranho paradoxo.
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E quando no futuro nos deparámos com o passado acabámos por cometer os mesmos erros apesar de tudo o que aprendemos.
Conseguimos é disfarçar melhor. Apenas isso.
Benvindo de volta, Não-Solo! :)
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