Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Estou na Lua

Mudei (outra vez) o nome do blogue: sempre tive esta mania (que deve ser alguma tara explicável psiquiatricamente) de ter tudo muito arrumadinho, muito sistematizado, dos números redondos, etc e tal; o blogue tem o endereço estounalua.blogspot.com, logo incomodava-me que tivesse outro nome qualquer.

Para terem uma ideia do que falo (relativamente a esta tara) quando mudo o volume do som do rádio, mudo sempre para 5, ou 10, ou 15 e por aí fora. Às vezes sem querer aquilo fica no 11 e quando reparo estou ali uns segundos a fazer de conta que não me faz diferença e de repente, quase como se estivesse a escondê-lo de mim próprio mudo para um dos tais números. Suponho que o grau de insanidade ainda não seja preocupante, 1º porque ainda ninguém reparou nisso, e 2º porque ainda não vejo personagens imaginárias.

Tinha feito uma espécie de promessa em só voltar a escrever aqui quando determinado acontecimento tivesse lugar, mas hoje apeteceu-me e pronto.

Não foi tudo um apetite vago: também foi porque alguém, religiosamente visitava este blogue - se calhar até foram várias pessoas, e quiçá todas diferentes - mas o relatório que recebia apresentava sempre como certa uma visita diária, e acreditar que era sempre a mesma pessoa torna a coisa mais bonita, até que há coisa de poucos dias/semanas passou a ser zero o número de visitantes diários - a partir desse momento apeteceu-me escrever, vá-se lá saber porquê.

Hoje está um dia bonito. Têm estado dias espantosamente bonitos e quentes.

Amanhã vou à faca. Nada de especial, remoção de dois sinais a fugir para o grandalhudos que já me andavam a incomodar, um há vários anos, e o outro, na testa, há uns meses largos.

Tenho obras em casa. E parece que se vão prolongar por via da renovação de outras obras, mulher dixit. Para mim, é mais ou menos indiferente, nessas coisas da casa, desde que tenha onde dormir e suprir as minhas outras necessidades básicas, o resto, adereços e afins são como ela quiser.

Já há uma data de tempo que não vejo os meus dvds do Seinfeld e outras coisas do gênero que gosto. Aliás pouca ou nenhuma televisão tenho visto, tirando telejornais e um outro evento desportivo. Felizmente consegui voltar à minha média de leitura, 1 a 2 livros por mês. Não será muito, mas se vissem a vida social que levo percebiam que melhor é impossível.

Segunda-feira, Dezembro 22, 2008

Os blogues são como as novelas

Meses depois da minha última visita a este mundo (dos blogues), isto é, depois de ter ido espreitar os do costume, está tudo mais ou menos na mesma!

Tal como nas novelas terei de esperar mais uns meses, (mas quantos???), para que alguma coisa mude?

De resto, há que confessar, a minha vida também não mudou assim muito, até porque basicamente tal como da última vez que aqui escrevinhei, sou feliz!

Tão feliz que tornar-se-ia (mais) aborrecido falar sobre isso. Fica apenas a nota, completamente boring que provavelmente dentro de pouco mais de um mês voltarei a ser aquilo que quase tinha jurado (eu que nem sou de juras) nunca voltar a ser.

Terça-feira, Setembro 23, 2008

Bom dia

Estendo a mão (porque está dorida de ter estado debaixo de mim) e espreguiço-me com prazer. O pequeno resfolegar que os meus movimentos provocam semi-acorda-a e rolando abraça-se a mim ainda parcialmente inconsciente. Sinto-a respirar como se dormisse e no entanto abraça-me com uma força tal que ficamos tão pegados que o seu cheiro se confunde com o meu. Mesmo no escuro não consigo evitar o sorriso de sentir-me assim completamente feliz e penso, sem ter que decidir, no que será melhor: ficar assim o resto da noite que já acaba, ou beija-la quando for dia e a luz iluminar os olhos mais belos que conheço.

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Passado

O Passado é um bicho tramado.

Para começar é imortal, por muitas maneiras que se procurem para o tentar eliminar, sobrevive sempre. Aquela parte de conhecido ditado “não há mal que nunca acabe”, não pode ser aplicada ao Passado.

Claro que o truque é ir mudando (discretamente) de passeio sempre que percebemos que nos vamos cruzar com o Passado, mas bicho tinhoso como ele é, o mais provável é que na altura em atravessamos a estrada ele nos pregue uma rasteira para que fiquemos apalermados com o Passado a rir-se de nós.

Dizem que a única coisa que podemos fazer, é, quando estamos no Presente do que será o nosso Passado, reflectir um bocadinho nos disparates que iremos cometer – mas isso, reflectir, já só se faz depois das coisas Passadas, não é? Estranho paradoxo.

Terça-feira, Setembro 09, 2008

Às vezes

Às vezes saio de manhã já com uma certa inquietude alojada no coração. Depois ao longo do dia vai-se agravando conforme as horas sem a ouvir ou ler aumentam, e vai melhorando quando me envia uma mensagem ou me telefona.

Nesses dias quando ouço a chave a revoltear na porta, já bem no fim do dia, corro para lhe dar um abraço. Aí a inquietude desaparece.

Sexta-feira, Setembro 05, 2008

Amor e morte

Se pensarmos bem, o maior problema que temos na vida é encontrar alguém e depois agradar-lhe (se não tivermos nenhuma doença terminal ou a coisa parecida, bem entendido).

Claro que, depois de resolvermos esse problema, a vida não passa a ser um mar de rosas, até porque, o ser humano em geral e as mulheres em particular, não conseguem viver uma vida inteira a comer chocolate de leite, têm uma necessidade intrínseca de de vez em quando comer chocolate preto, pois não conseguem passar sem o amargo nos intervalos do doce – mas isso dava matéria para outro (outros?) post.

A questão que se põe é: mas para quê essa procura incessante da solução para O problema?

Quer dizer, ao fim e ao cabo, mais tarde ou mais cedo vamos todos morrer, e portanto, para quê consumir energia e saúde na resolução deste problema, dO problema, se mesmo que o consigamos resolver, um dia isso passa a ser irrelevante?

Parecendo que não é um paradoxo. A não ser que haja algo escondido na recompensa de quem resolve O problema. Será?

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Chocolate preto

Sou de um grande apreciador de chocolate de uma maneira geral. Sou especialmente devotado a um que sendo dito “de leite”, junta também uvas passas e rum – se abrir uma tablete sou incapaz de parar até a devorar por completo.

Não era e acho que ainda não sou admirador especial do dito “chocolate preto”. Contudo, por razões que não interessam por agora dissecar, tenho roído muito chocolate dessa cor mais escura – e confesso que tenho desenvolvido um certo fascínio por tamanha iguaria - adivinho até que qualquer dia passa a encabeçar a minha lista de preferências no que a chocolates diz respeito.

Dentro dos chocolates em geral são até um bocado estranhas as sensações quando se degusta um chocolate preto: a primeira impressão é de que o cheiro é mais forte, mais selvagem que os demais chocolates; depois quando se dá a primeira trinca vêm sempre a admiração de que sendo o chocolate por defeito doce, o primeiro gosto que fica quando se come chocolate preto é de que este é amargo; ao mastigar-mos e saborear-mos surge então o gosto mais doce, mas diferente, quiçá requintado que este tipo de chocolate nos dá; e finalmente a sensação final que fica é de que sacia mais do que os outros chocolates, e não sendo mais doce, também não é azedo, embora o que me faça voltar a comê-lo é a vontade de tornar a experimentar o amargo misturado com o doce.